Brasil lança plano para atrair turistas estrangeiros

18 12 2009

Um estudo que define estratégias, metas e objetivos de marketing internacional do turismo brasileiro e as ações a serem implementadas na próxima década foi lançado nesta quarta-feira (16). O Plano Aquarela 2020 foi apresentado pelo Ministério do Turismo (Mtur), por meio da Embratur, com o objetivo de aproveitar as condições que o País ganhou de atingir um novo patamar como destino turístico global com a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Na estimativa, foram analisados os dados de crescimento do número de turistas de países que receberam os dois grandes eventos e as diferenças existentes entre esses locais e o Brasil.

Fizemos um trabalho de diagnóstico imenso, baseado em várias pesquisas, que investigou a imagem que o estrangeiro tem do Brasil e sua intenção de retorno para Copa e Olimpíadas, ouviu lideranças nacionais do turismo e considerou estudos internacionais de mercado“, ressaltou o presidente da Embratur, Jeanine Pires. “Foi este amplo levantamento que embasou a elaboração do Plano Aquarela 2020 e o resultado é um estudo técnico de altíssimo nível que norteará as ações de promoção internacional do Brasil na próxima década“.

Copa 2014 - Um dos grandes desafios da promoção internacional do turismo brasileiro é unificar a mensagem que será divulgada para o mundo. A Embratur produzirá um kit de material promocional e informativo unificado para as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, com a mesma mensagem e identidade visual, a ser usada no exterior a partir de julho de 2010. O cronograma de ações para o próximo ano será o ponto de partida para aproveitar as grandes oportunidades que começam, a partir do encerramento da Copa da África do Sul, quando o Brasil – pelas regras da Fifa – pode começar a sua promoção como sede do evento.

Durante a realização da próxima Copa, o Brasil terá espaços para exposição e relacionamento com públicos específicos como imprensa, formadores de opinião e família esportiva, além do público presente aos jogos e eventos. A agenda inclui acompanhamento dos jogos da seleção brasileira em ações de rua, exposição de produtos em espaços e eventos culturais que possam mostrar a diversidade brasileira e a alegria da nação que receberá a Copa de 2014.

Principais metas do Aquerela 2020:

  • Aumentar em 113% o turismo internacional de 2010 a 2020 – chegando a 11,1 milhões de visitantes estrangeiros no final da próxima década;
  • Aumentar em 304% a entrada de divisas com os gastos dos estrangeiros no Brasil de 2010 a 2020 – alcançando U$ 17,6 bilhões;
  • Aumentar em 500 mil turistas no Brasil, no ano da Copa 2014; em 15% em 2016, ano dos Jogos Olímpicos Rio 2016, em relação ao ano anterior;
  • Manter um crescimento sustentado de, no mínimo, 1 ponto percentual acima do crescimento da América do Sul;
  • Consolidar a liderança na América do Sul, com uma quota de 27% do número de turistas do continente.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (17/12/2009)

Para saber mais sobre o Plano Aquarela 2020 acesse http://aquarela2020.wordpress.com





Por que é complicado desenvolver o Turismo?

10 12 2009

Encontrar a resposta para a pergunta acima não é algo tão difícil, mas requer um pouco de reflexão. De cara, alguns podem afirmar que a ausência de planejamento é o principal fator. Outros, podem dizer que é culpa da morosidade e da descontinuidade das ações do poder público. Por fim, pode-se até mesmo concluir que não há apenas um fator, mas vários.

A última resposta seria a mais adequada, mas não explica ou evidencia os desafios a serem enfrentados. Quais são os fatores e no que eles impedem o desenvolvimento da atividade? Sob qual aspecto os fatos estão sendo apresentados?

Quando se utiliza do argumento da ausência de planejamento e da falta de competência do poder público, debate-se o aspecto técnico. As discussões e críticas pautadas no quesito técnico são freqüentes e necessárias, mas apenas o debate das mesmas não é suficiente. Paralelamente às deficiências técnicas do turismo brasileiro, há também questões histórico-culturais, econômicas e sociais graves.

É generalizado o ranço de dependência da população em relação ao poder. As pessoas esperam que as soluções caiam do céu, e que o Estado cuide de todas as suas demandas. Os cidadãos não se sentem responsáveis pelo bem público e não contribuem para cuidar do mesmo. Como o governo não pode e nem consegue fazer tudo e agradar a todos, é sempre criticado e condenado.

Também por questões históricas, não há mobilização por mudanças. O interesse individual se sobrepõe ao bem estar de todos. Uma pessoa não se une a outra para lutar por uma causa, temendo as conseqüências e represálias de não se sabe quem. Sem cooperação não há crescimento.

Também é fato que o brasileiro tem receio de empreender. O cidadão prefere a acomodação ao arriscar conquistar sua independência. Aquele que não empreende não inova, não cria, não contribui. Quando decide por agir, o cidadão o faz sem o devido planejamento e organização. Isso gera uma conseqüência negativa refletida em atividades informais ou ilegais.

A conclusão sobre o pequeno debate acima é que o brasileiro não aprendeu a ser cidadão. A ausência ou o baixo sentimento de cidadania pelas coisas do Brasil faz com que a população contribua pouco para o desenvolvimento do turismo. Se grande parte dos brasileiros não sabe de duas responsabilidades e direitos, torna-se complicado almejar crescimento.

O verdadeiro cidadão cuida de seu bem particular, mas zela mais ainda pelo bem público. O verdadeiro cidadão contribui voluntariamente para zelar das coisas de sua cidade, pois sabe que os benefícios retornarão para ele. O cidadão pleno coopera, empreende, planeja, fiscaliza, pune e cobra.

O exercício pleno da cidadania poderia fazer com que os brasileiros alcançassem algo mais próximo de um equilíbrio social. Um ambiente mais agradável e propício para o desenvolvimento do turismo e de quaisquer outras atividades. Portanto, pensar e planejar algo para a atividade turística não requer somente amadurecimento técnico, mas uma análise profunda de vários fatores, sob vários aspectos. A complexidade das relações e interações presentes no turismo se constitui em sua essência e ao mesmo tempo em seu maior desafio. Você concorda?





Municípios brasileiros melhoram desempenho no turismo

10 12 2009

Os municípios brasileiros estão mais bem estruturados para receber turistas no País, conforme aponta o Estudo de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional – Relatório Brasil 2009. O levantamento, feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido do Ministério do Turismo (MTur) e do Sebrae Nacional, foi divulgado nesta terça-feira (08), em Brasília.

“Esse é um diagnóstico preciso, com metodologia de referência internacional, que ajudará a dar um salto no desenvolvimento do turismo brasileiro. Ao identificar as potencialidades e deficiências de cada destino, o estudo permite focar investimentos e estabelecer prioridades; algo fundamental em um País tão grande como o Brasil”, destacou o ministro do Turismo, Luiz Barretto.

As capitais apresentaram os melhores resultados na comparação com a pesquisa divulgada em 2008. Em uma escala de 1 a 5, que mede o desempenho da localidade em cada uma das 13 dimensões pesquisadas com notas de 0 a 100, as capitais saltaram do nível 3 para o 4 em 2009. Ou seja, atingiram “as condições adequadas para a atividade turística considerando o padrão mínimo de qualidade”. A média nacional e das “não capitais”, também evoluíram, mas mantiveram-se no nível 3 ou “em condição regularmente satisfatória”.

Para o professor da Fundação Getúlio Vargas, Luiz Gustavo Barbosa, em um ano, todas as cidades tiveram grande ganho e o Brasil também, mas ainda há muito a ser feito. “O país pode e tem que evoluir. Dentro do conceito de competitividade o destino compete com ele mesmo. A ideia do estudo é voltar a campo todos os anos. O desafio agora é que as cidades possam evoluir mais rápido, ano após ano, para que durante a Copa tenhamos um belo País a apresentar ao mundo”, concluiu.

O estudo será repetido até 2014, criando-se, assim, uma série histórica de acompanhamento dos municípios. “Um retrato fiel que permitirá a projeção de ações nas diversas áreas do turismo como qualificação e infraestrutura e um importante instrumento de diálogo com outras instâncias do governo, uma vez que nem todas as intervenções são necessariamente do Turismo”, ressaltou o ministro.

Fonte:  Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República  09/12/09





Turistas argentinos são prioridade para promoção internacional do País

2 12 2009

A Argentina é o páis que mais visita o Brasil. Em 2008, foi responsável por mais de  18% do fluxo total de visitantes internacionais. Foram mais de um milhão de turistas argentinos circulando por nossos destinos, 30% a mais que em 2003. Por estas características, este mercado é considerado de altíssima prioridade para o trabalho de promoção do Brasil no exterior, de acordo com recomendações do Plano Aquarela, que norteia as ações do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Atualmente, Brasil e Argentina dispõem de 170 vôos semanais, o que gera uma oferta de 22.775 assentos.

Ofensiva em 2010 – Duas das maiores belezas arquitetônicas da Capital Federal, a Catedral e o Congresso Nacional, serão estampadas em feiras internacionais de turismo que acontecem em 2009 e 2010. “Nossa idéia é que já no início de 2010 comecemos uma campanha ofensiva de divulgação do Brasil com ações publicitárias em ônibus e metrôs, focando o consumidor final. Queremos que o Brasil fique na mente do argentino. Vamos nos focar não penas em Buenos Aires, mas em cidades como Rosário, Córdoba, Mendonza entre outras” disse o executivo do Escritório Brasileiro de Turismo na América do Sul, João Carlos Vasconcelos. “Além de Sol e Praia, os argentinos têm grande interesse pela cultura e história do Brasil e todos os estados têm capacidade para promover produtos de qualidade e conquistar ainda mais este mercado”, afirmou.

Parceria Embraer e Austral – Em maio de 2009, a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica)  fechou contrato com a Austral Lineas Aereas, da Argentina, para a venda de 20 jatos EMBRAER 190.

Os aviões serão do modelo AR (Advanced Range), de maior alcance, permitindo vôos de até 4.400 km (2.400 milhas náuticas) e serão configurados com 96 assentos, dispostos em dus classes. Ainda apresenta sistema de entretenimento de bordo com monitores individuais.

A Austral pretende usar os jatos para intensificiar frequências em rotas domésticas, permitindo à empresa voar sem escalas dentro do território argentino, assim como em destinos internacionais na América do Sul.

O início das entregas está previsto para o primeito semestre de 2010.

Perfil do turista argentino:

* Sol e praia é a motivação da viagem de 83,6% dos visitantes argentinos;
* 86,6% já visitaram o Brasil outras vezes e 13,4% estão no país pela primeira vez;
* 74,2% viajam a lazer e 17,7% estão em negócios, eventos ou convenções;
* 58,8% ficam em hotéis, flats ou pousadas;
* 42,5% viajam com a família e 20,7% estão sozinhos;
* O gasto médio diário dos que viajam a lazer é de US$ 46,60 contra US$ 117,10 dos que estão a negócios, eventos ou convenções;
* 28,7% têm entre 41 e 50 anos;
* 57,1% ficam plenamente satisfeitos com a viagem;
* Os destinos prediletos dos que viajam a lazer são, pela ordem, Florianópolis, Balneário Camboriú, cidade do Rio de Janeiro, Búzios e Bombinhas, em Santa Catarina;
* A permanência média do turista de lazer é de 11,3 dias, e o de negócios, eventos e convenções, 5,1;
* 98,7% têm intenção de voltar ao Brasil.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Brasília, 1 de Dezembro de 2009





Aumento no desembarque de passageiros internacionais

1 12 2009

De acordo com dados divulgados pela Infraero, em outubro de 2009 foram registrados desembarques de 590.312 pessoas no Brasil em voos vindos do exterior. O número é 13,46% maior do que o mesmo período de 2008 e corresponde ao mês de maior crescimento em desembarques internacionais no Brasil este ano.

Do total, 580.254 desembarques foram em vôos regulares e 10.058 chegadas em vôos não regulares (charters). Considerando apenas os desembarques em vôos regulares, o crescimento em relação a 2008 chega a 14%.
 
No acumulado do ano – de janeiro a outubro – o Brasil registrou o desembarque de 5.34 milhões de passageiros em voos internacionais, 2% a menos que o mesmo período de 2008.

Os dados levam em conta estrangeiros que entram no Brasil e brasileiros em retorno ao país.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Brasília, 27 de Novembro de 2009