Brasil cai em ranking global de Turismo

14 03 2011

Problemas de infraestrutura, regulação, violência e falta de mão de obra são mais relevantes que riquezas naturais.

Apesar de ser considerado o país com a maior riqueza natural do mundo, o Brasil não consegue ser competitivo na indústria de turismo e perde espaço para outras nações. Problemas de infraestrutura, regulação, violência, falta de mão de obra qualificada e ausência de investimentos acabam se sobrepondo às vantagens das belezas nacionais. É o que mostra o ranking sobre a competitividade no setor divulgado ontem pelo Fórum Econômico Mundial.

O Brasil desbancou todos os 139 países analisados e marcou o primeiro lugar no quesito de riqueza natural, principalmente pela diversidade de espécies animais existentes, com a fauna mais rica do mundo, além do número de lugares considerados patrimônios da humanidade, da quantidade de áreas protegidas e da qualidade do meio ambiente.

Entretanto, ficou apenas com o 52º lugar na classificação geral do ranking de competitividade no turismo deste ano, perdendo sete posições na comparação com o levantamento anterior, realizado em 2009 – apesar de ter mantido praticamente a mesma nota.

As piores avaliações foram obtidas em critérios como a infraestrutura de transportes, a ausência de trabalhadores qualificados e as regras para o estabelecimento de negócios no setor. O Brasil aparece, por exemplo, como um dos países onde mais tempo se leva para abrir uma empresa. O peso do crime e da violência também desfavorece o país.

O levantamento mostrou ainda a falta de prioridade dada à indústria de turismo, em razão dos baixos investimentos do governo. “A rede de transportes continua pouco desenvolvida e a qualidade das estradas, portos e trens precisa de melhorias”, diz o estudo.

O Fórum Econômico Mundial destaca que a competitividade do Brasil nessa área fica abalada também em razão dos elevados impostos que recaem sobre o transporte. O levantamento aponta a alta taxação embutida nas passagens aéreas e as tarifas cobradas pelos aeroportos.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/brasil-cai-em-ranking-global-de-turismo





O que pensar do Carnaval?

12 03 2011

É costume dizer que o Brasil só começa a funcionar após o carnaval. Após as férias escolares do mês de janeiro o país caminha a passos lentos esperando a chegada deste grande feriado. Para o turismo e consequentemente para a economia o evento é um sucesso. Muita gente se deslocando, consumindo, se divertindo.

Mas será que somente coisas boas podem ser atribuídas ao evento? Será que a mídia não planta em nossas cabeças algum tipo de teoria infundada? Corre na internet um vídeo de uma jornalista paraibana que causou polêmicas pelo teor de seu conteúdo. Ela faz críticas fortes ao evento e questiona sua importância para a sociedade brasileira. O que pensar a respeito?

Em alguns destinos turísticos há organização e atenção para o feriado de carnaval. Leis e posturas são criadas no intuito de minimizar incidentes e acidentes nos dias do evento. Cidades como Rio, São Paulo e Salvador são conhecidas pelo forte investimento e foco no espetáculo preparado para a festa. Muitas pessoas se deslocam e se preparam para conhecer e até mesmo revisitar tais destinos.

Ao mesmo tempo aumenta o consumo de álcool, drogas, a disseminação de doenças, a violência nas ruas e no trânsito, entre outras coisas. O grande volume de pessoas aumenta a quantidade de lixo e ao mesmo tempo gera impacto no patrimônio público por meio de depredação e mau comportamento.

Afinal, o carnaval é ou não um evento importante para a movimentação do turismo interno? Assista ao vídeo da jornalista ( http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=xY2BSJ6Xttg ) e faça sua própria análise. Poste aqui sua opinião tomando o cuidado de observar que se trata de um ponto de vista que pode ou não retratar o sentimento coletivo. Considere também o fato de que a mídia pode ser tendenciosa quando for interessante fazê-lo.





Copa do Mundo no Brasil?

4 03 2011

Faltam menos de quatro anos para a realização desta competição esportiva e o ritmo das adequações estruturais parece não ter se alterado. Nem mesmo os estádios “palcos” dos jogos estão com seus calendários em dia.

Em Belo Horizonte, as obras estruturais no trânsito nem sequer são notadas. A cidade lida de forma caótica com seus veículos em dias comuns. Em dias de chuva ou quando há qualquer obra ou passeata em andamento, a cidade literalmente para. Sem mobilidade não há como garantir qualidade aos moradores, que dirá a turistas que virão para assistir aos jogos.

Providências devem ser tomadas emergencialmente. Mas nada tal qual foi permitido para os meios de hospedagem: prédios brotam em quase todas as regiões da cidade. É preciso fugir da redundância, mas como garantir uma recepção de qualidade pensando somente no aumento do número de quartos de hotel? Os turistas precisarão se locomover, se informar, se alimentar e descansar em segurança. Conseguirão tais visitantes se deslocar dentro do país? Nossos aeroportos suportam? Das estradas e ferrovias não é preciso comentar. Conseguiremos atender ao evento? Espera-se que sim, mas não simplesmente para realizar o mesmo. Improviso e notas medianas não devem ser metas para este projeto.

Uma Copa do Mundo é motivo de felicidade não pelo fato de ter a seleção local jogando bem perto de seus torcedores. Muito menos pelo grande volume de turistas gerando aumento de arrecadação nas localidades. Isto é uma conseqüência. Governantes e empresários deveriam efetivamente fazer algo a mais para seu país.

Que tal melhorar o transporte público? Gerar oportunidades de trabalho e ao mesmo tempo capacitar mão de obra? Por que não distribuir os ganhos ao invés de concentrá-los nas mãos de poucos? O que será deixado para os brasileiros depois da copa? Haverá investimento do que foi arrecadado para melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro? Se não houver nenhuma intenção neste sentido, melhor nem ter desejado receber tal evento. Deixar tudo para útima hora de novo? Sem essa piada.

Abrigar a copa não é uma vitória. Atender bem ao evento e às pessoas que virão prestigiá-lo é uma obrigação. Ganhar a competição é sonho de torcedor. Mas aproveitar o evento como uma oportunidade de melhorar as cidades sede e disseminar isto para o restante do país, é um dever patriótico.





União para Conquistas!!!

16 11 2010

Esse foi o tema do primeiro Congresso Brasileiro de Turismólogos. O evento aconteceu de 12 a 15 de novembro, no Minascentro em Belo Horizonte. O público inscrito ultrapassou o número de 600, entre estudantes e profissionais da área.

O Instituto Brasileiro de Turismólogos (IBT) foi quem organizou o encontro, cuja temática esteve focada na valorização desta categoria de profissionais. Durante os três dias de evento nomes de referência como Luiz Gonzaga Godói Trigo (professor e pesquisador), Antônio Henrique Borges de Paula (membro do conselho empresarial da Organização Mundial do Turismo), Rui Badaró (Presidente do Instituto Brasileiro de Ciência e Direito do Turismo), dentre outros.

Aqueles que estiveram presentes no evento puderam ouvir as propostas do IBT, bem como contribuir para as futuras ações desta instituição. A oportunidade também serviu para a troca de experiências e de contatos entre profissionais e alunos dos 27 estados brasileiros, devidamente representados no evento. Que venha a próxima edição! Força turismólogos! Vamos mostrar a nossa força!!!





Suiça: destino bizarro!!!

10 09 2010

Em alguns países do mundo a eutanásia (prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista) é permitida. Na Holanda, na Bélgica e em Luxemburgo a eutanásia ativa é legalizada: os médicos podem receitar e administrar drogas para terminar a vida de pacientes em sofrimento.

Na Suíça, desde 1941, há legislação que permite o suicídio assistido (quando o médico tem autorização para receitar drogas letais, mas que tem que aplicá-las é o paciente). Em outros lugares do mundo, como nos estados americanos do Oregon, Montana e Washington, este ato também é permitido.

A diferença é que na Suíça a lei também vale estrangeiros, ainda que no país de origem a cumplicidade em suicídios seja crime. O resultado é o turismo suicida (uma clínica localizada num bairro residencial em Zurique, oferece doses de barbitúricos por US$ 6.500). A fila de espera para morrer já possui centenas de estrangeiros, a maior parte da Alemanha e do Reino Unido.

Esta modalidade é realmente bizarra. O que pensar a respeito?

  • Oportunidade para estancar o sofrimento de um doente terminal?
  • Oportunidade para ganhar dinheiro com o desespero e dor alheia?

Fonte: Revista Super Interessante – setembro de 2010 – edição 282.

Sugestão de Manoel Costa, aluno do quarto período do Curso de Turismo da Faculdade Estácio BH








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.